GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA


O Brasil, a gravidez entre os 15 e 19 anos cresceu, contrariando a tendência geral de diminuição das taxas de fecundidade. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) realizada em 1996 demonstrou que 14% das mulheres nesta faixa etária tinham pelo menos um filho e que as jovens mais pobres tinham mais filhos do que as de melhor nível sócio-econômico.
Além disto, observou-se um aumento no percentual de partos de adolescentes de 10-14 anos atendidas pela rede do SUS e, também, de curetagem pós-aborto.


Grávida, a jovem chega tarde ao pré-natal, onde precisa ser acolhida de forma diferenciada.
Esta realidade, de origem multicausal, revela deficiências na implementação de políticas públicas, exigindo um movimento do governo e da sociedade para promover a saúde e o desenvolvimento da juventude.
Oferecer meios para evitar - ou postergar a segunda gravidez e as seguintes - contribui também para assegurar o bem-estar do casal adolescente e de sua criança. Orientação, proteção e apoio aos pais jovens, para que sigam uma carreira saudável rumo à idade adulta, é um direito de cidadania que precisa ser assegurado.
O acesso à educação é de grande importância.


A adolescente com maior escolaridade e maiores oportunidades de obtenção de renda é menos propensa à gravidez não-planejada. A jovem que engravida e não tem a proteção da família nem da sociedade e tem grande possibilidade de abandonar a escola, tornando difícil seu retorno. No caso dos rapazes, sair da escola para assumir as responsabilidades paternas também é um fato comum.
O adolescente é mais propenso a dispensar o preservativo porque não tem acesso a ele ou não é capaz de convencer o parceiro/parceira da necessidade do seu uso, entre outras causas. Na presença de uma DST, o risco de transmissão do HIV é de três a cinco vezes maior.



No Brasil, 13% dos casos diagnosticados entre 1980 e 1998 foram em adolescentes. Ainda que não infectados pelo HIV, existem jovens marcados por cicatrizes psicológicas e desvantagens educacionais por terem que cuidar de parentes contaminados. Muitos tornam-se órfãos e são obrigados a assumir as responsabilidades típicas de chefe de família, quando vivem o início da adolescência, antes mesmo de completar o Ensino Fundamental ou adquirir alguma habilidade profissional.
Fonte: Ministério da Saúde - www.saude.gov.br